- Não gosto de dizer mentiras e tento não mentir;
- Não gosto de ouvir mentir e fico enraivecida por ver tanta gente a fazê-lo;
- Não gosto dos que defendem os mentirosos e abomino os que dizem que o «mentiroso» não mentiu;
- Não gosto que se finja que se acredita que o que é privado é tudo lícito; e os que defendem esse ponto de vista são pessoas com falta de carácter;
- Não gosto de pessoas com “vistas grossas” sobre questões de princípios.
Dizem-nos que a democracia é o melhor dos regimes, em que os povos podem viver!…
- Para viverem em paz e progredirem e construírem o futuro das populações vindouras - nada melhor que uma Democracia…
Para quem já assistiu e viveu em outras formas de regime - ditaduras de direita ou de esquerda - sabe ser verdade este enunciado.
Mas - lá vem o mas - qual a qualidade do estado das democracias, hoje em dia?
- Estamos controlados por câmaras de vigilância; por cartões electrónicos; por acesso à net; por nos colocarem à frente leis, para cumprir, que violam direitos fundamentais; por repetições sucessivas de votações, em referendos, até se obter a votação pretendida, pelos do poder; etc.
Em Portugal, a qualidade da nossa democracia, também enferma de muitos e diversos males.
Olhamos, por exemplo, para esta notícia aqui relatada, acima, e perguntamo-nos:
- Quantas destas pessoas que estão nomeadas para estes lugares têm currículo adequado e são lá necessárias? E quantos mais qualificados, não estão de parte, para que eles ascendam nas «suas» carreiras, de “jobs for the boys”?
O Senhor Professor Marcelo dá notas a tudo e a todos.
Seria interessante ouvi-lo e vê-lo a dar uma nota justa, à qualidade da nossa democracia…
Uma dupla incontornável a cantar em português! Uma autêntica maravilha.
Marisa Monte e Cesária Évora ficam muito bem, juntas, a cantar - para nos encantarem…
” cá estamos! A falar nisto tudo… somos todos um «problema».
A verdade irá vencer.”
Professor Adelino Maltez a Mário Crespo (Jornal das nove hoje 2010-02-05)
…
“ Mas, a cada caso, sobra, ou, melhor dizendo, sobra-me uma cada vez maior sensação de embaraço. Não é uma questão de discordância. É, sim, de vergonha. Vergonha por ele não ter vergonha. E de medo. Não de que Sócrates me dedique a sua conversa durante um almoço, que felizmente não tenho importância para tal, mas simplesmente do que vai resultar disto para o país.
Começou por se fazer de conta que a licenciatura domingueira era uma cabala, depois vieram as campanhas negras no Freeport, na Cova da Beira, na TVI e nas conversas com Armando Vara. Agora já vamos nas calhandríces. A seguir só nos resta cair literalmente falando dentro dos calhandros ou, mais metaforicamente falando, no pântano. Mas temo que já não demos pela diferença.”
Helena Matos - Ensaísta/ in Jornal Público 2010-02-04 Edição papel.
Alberto João Jardim é uma figura incontornável da nossa cena politica. Desde 1974 que ocupa lugar de destaque, nos centros decisórios, do destino deste país.
De vez em quando, de uma maneira menos, politicamente, correcta, diz umas verdades que todos percebem, embora alguns digam mal dele, coisa que, para o seu feitio, (penso eu) deve ser estimulante.
Ontem veio ao «contenente»! E à saída do Conselho de Estado, desejou aos Srs. Jornalistas um «bom Carnaval»!
Ora, eu acho que mais uma vez, ele foi ácido, certeiro e disse tudo:
- É ou não verdade que este nosso País vive de numa euforia total, na empolação permanente, de coisas secundárias de que «quase» nunca se discute o essencial? Fica-se sempre pelas tricas; pelo folclore.
- É ou não verdade que a Media é inteiramente culpada deste Carnaval?
Alberto João Jardim, não é nenhum desmiolado, nem nenhum bobo da corte. Tudo o que ele diz e faz - fá-lo - com plena consciência, de que, ainda assim é um pouco melhor que muitos dos que o tentam denegrir.
Pode não ser um exemplo de boas maneiras, nem da boa utilização da linguagem, mas trabalha e muito. E que eu tenha lido, nunca vi nada que o dê por ladrão dos dinheiros públicos em seu proveito.
Ps: Não sou madeirense e não conheço AJJ, pessoalmente.
Ó POESIA - QUANTO TE PEDI!
TERRA DE NINGUÉM É ONDE EU VIVO
E NÃO SEI QUEM SOU - EU QUE NÃO MORRI
QUANDO O REI FOI MORTO E O REINO DIVIDIDO.
Sofia de Mello Breyner Andresen
MAL VAI UM PAÍS, AONDE VEMOS ALTAS FIGURAS DO ESTADO A USAR VOCABULÁRIO PRÓPRIO DE “MULHERES DO SOALHEIRO”.
POR MIM, A PALAVRA «CALHANDRÍCE» É IMPRÓPRIA PARA SER UTILIZADA POR PESSOAS COM UM LÉXICO NORMAL.
PS: DAQUILO QUE EU ENTENDO DE TAL VOCÁBULO, E DO QUE SE CONHECE DE MÁRIO CRESPO, A ELE NÃO SE APLICA O TERMO TÃO EM DESUSUO E AGORA (MAL) REPESCADO.
Eu adoro ver os campos em flor!
Há, no entanto, um grande problema, com a floração de algumas plantas e comigo.
- Somos incompatíveis, na proximidade, mútua. Eu faço alergia aos pólenes de algumas delas e elas não se importam!
Todos os anos, no local onde resido, nesta altura, floresce uma acácia de nome «mimosa» que fica linda, de se abrir a boca de espanto:
- Com tanta beleza que exibe e pelo inusitado espectáculo, de uma mimosa, em plena cidade…
Hoje mesmo, a fotografei, pois venho-a olhando há dias e é agora que ela atingiu o apogeu da sua floração. Está magnífica, como todos os anos anteriores.
De há quinze dias para cá, sempre que abro as janelas sinto o belo cheiro, que a mimosa, florida, exala, mas os olhos estão lacrimejantes e os espirros são contínuos… Tomo então anti-histamínicos sem grande sucesso!
Sei que isto vai durar, até que ela fique sem estar em flor… Mas, ainda assim, é um privilégio lavar o olhar em tão bela acácia.
-E a Primavera já se anuncia…(desta maneira «exibicionista»)!
Que deliciosa altura do ano!
Belmiro de Azevedo, dizem, é o homem mais rico do nosso país.
Dantes, como ele mesmo faz questão de confirmar, era uma pessoa de origem comum, se entendermos por «comum» ser pobre. Tem, para mim, uma enorme coisa positiva, em relação a José Saramago:
- Enaltece a sua primeira professora! Já o ouvi dizer que foi ela que lhe apontou o caminho, o valorizou, antes de outros e envidou esforços para que prosseguisse os estudos.
Li com interesse a sua última entrevista, à revista Visão. (Aliás, sempre que ele concede uma entrevista, acompanho o que diz…)
Não percebo bem, qual o motivo pelo qual há tanto “sururu” à volta do que ele disse, de sua justiça, nessa última (fraca) entrevista!
São coisas que, quem se interessa pela nossa cena Nacional, sabe de cor:
- Ministros despedidos; telefonemas de aviso; amigos para defender; ajustes de contas; etc., etc.,…
A única surpresa, para mim, nessas páginas em que de uma forma arrogante e algo provocatória ele vai «desafiando» todos, é ele afirmar, que «os todos» lhe telefonam!
- Assim ele prova que é o mais importante e que pode dizer o que sabe, o que quer e quando quer.
Ps:
Lanço aqui um «desafio», meu, só para pensarmos se devemos, assim tanto, a B.deA.:
- Como seria, hoje em dia, a qualidade de vida dos portugueses sem «Hipermercados»?
... imprevisivel, atento, ponderado, critico, e ... and/so/on!