Li na semana que findou, num jornal exposto num escaparate de um quiosque, que o «Caso dos barcos da Expo» ia finalmente ser julgado.
- Ao fim de onze anos!
Lembro-me de, nessa altura, ter comprado todos os jornais que falavam do dito caso: para estar a par e na esperança de que tudo fosse apurado e julgado com celeridade… Depois fui aprendendo, desacreditando, e, hoje em dia, logo que se fala num qualquer «tsunami de corrupção» eu deixo de ouvir e de ler…seja o que for; embora seja difícil ter muito ou algum sucesso.
- O «bombardeamento» é contínuo e cerca-nos, absolutamente!
A partir dessa data muitos e muitíssimos «casos» têm preenchido folhas e folhas de jornais; muitos jornalistas terão emprego, ainda, à conta disso; muitos jornais se vendem, também, à conta disso.
- De cada vez que aparece mais um «Face Oculta» a venda de jornais deve aumentar. (As audiências dos telejornais idem…)
Concluo assim:
- Já que esses «casos» quase só têm, para os visados, as consequências da exposição na media, será que isto tudo que se ouve, vê e diz é uma questão vital para a sobrevivência de um sector que está declaradamente em crise?
É que assim sendo, e se tudo nasce e morre só nos jornais, e ainda por cima lhes é vital, eu ponderarei voltar a comprar vários diários e semanários.
Por mim, não quero que ninguém fique no desemprego…
Ps: Hoje é notícia, o seguinte:
- “Só há 24 condenados por corrupção em Portugal”.
... imprevisivel, atento, ponderado, critico, e ... and/so/on!
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